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Quem são os potenciais adquirintes do negócio profissional da Coty?

 
A Wella e suas marcas irmãs estão novamente em disputa após o recente anúncio da Coty sobre seus planos de vender sua divisão de beleza profissional. A segunda colocação no mercado profissional de produtos para cabelos, de acordo com nosso estudo de inteligência competitiva, Salon Hair Care, faz da Coty um negócio atraente para potenciais compradores. A Factor-Kline analisa algumas de suas principais marcas no segmento de produtos para cabelos, bem como os possíveis novos proprietários.
 
Desde a aquisição da Wella, que é a principal marca profissional de colorações do mundo, a Coty vem expandindo sua presença ferozmente em alguns mercados estratégicos de tratamento capilar para salão de beleza, como China, Japão, Brasil e até a França dominada pela L’Oréal. A Wella ganhou 1,3% de ponto de participação à frente da L’Oréal Professionnel, sua concorrente mais próxima no segmento de coloração de cabelo, desde que foi adquirida da Procter & Gamble em 2015, de acordo com nosso estudo. A marca desenvolveu uma estratégia de dois níveis, focada na venda de seus produtos para coloração de cabelo em salões, além de expandir na área de varejo. Além disso, a Coty continua na vanguarda da inovação, com lançamentos como o Koleston Perfect com tecnologia ME + e o dispositivo Wella Color DJ, além de outras ofertas abrangentes em atendimento personalizado por meio de sua linha recentemente reestruturada, System Professional.

No cenário profissional de cuidados com as unhas, a OPI continua sendo a líder global com uma forte presença em todo o mundo. A marca detém uma participação de mercado de 24% nos Estados Unidos, segundo nosso relatório Professional Nail Care: Global Market Brief, e continua a acompanhar as tendências do mercado, estabelecendo-se no segmento de pós para imersão.
 
L’Oréal, a distante líder de mercado na indústria global de cuidados com os cabelos, não é uma pretendente provável para as marcas de cabelos. A empresa provavelmente não receberia autorização regulatória, pois isso lhe daria o controle de mais de um terço do mercado global e de mais de 40% do mercado europeu. O titã da beleza também parece mais focado na compra de indies, não de marcas herdadas. No entanto, OPI ou GHD podem ser interessantes para a L’Oréal, já que os profissionais de unhas e cabelos são dois dos poucos espaços na indústria da beleza em que a L’Oréal não ocupa uma posição de liderança.
 
A Henkel é uma provável candidata, pois já está em um caminho pesado de fusões e aquisições nos últimos anos, após uma rápida sequência de aquisições, embora de marcas americanas muito menores. Essas aquisições ajudaram a Henkel a solidificar o segundo lugar na América do Norte, e 3º lugar no Brasil. Caso a aquisição ocorra por parte da Henkel, o grupo subirá para uma posição bem próxima de líder do mercado global, com apenas 2 pontos percentuais abaixo da L'Oréal. "No Brasil, essa diferença cairia para abaixo de 1 ponto percentual, uma vez que a Wella tem sido uma das marcas que mais crescem nos últimos anos no país, não apenas em coloração, mas também em tratamento e styling, se consolidando como líder do mercado profissional em 2018", comenta Juliana Bondança, gerente de projetos na área de bens de consumo da Factor-Kline.
 
No entanto, existem desafios, já que a maior marca da Henkel no portfólio é a Schwarzkopf Professional, também com foco em coloração, e isso pode resultar em um conflito de interesses com a Wella. Olhando para marcas individuais no portfólio, um ótimo ajuste poderia ser a Nioxin, pois preencheria a lacuna da Henkel nas ofertas de tratamentos para o couro cabeludo e reforçaria sua força crescente nos Estados Unidos.
 
Kao é outro comprador em potencial. Isso colocaria o grupo japonês em uma nova esfera no mercado de tratamento capilar, colocando-o solidamente na segunda posição global. No entanto, sua marca Goldwell tem uma longa história competitiva com a marca alemã Wella. Isso pode ser um desafio quando se trata de integração, supondo que a empresa possa superar qualquer liberação regulamentar, o que também pode ser um problema.
 
A Unilever é outro candidato possível. Ele tem mostrado sinais de se restabelecer na arena profissional com a linha Copyright Care da TIGI, apenas no salão de beleza. A Wella definitivamente poderia encontrar um lar no portfólio mais focado no varejo da Unilever. “Com o TIGI e o Living Proof, a Unilever tem força em produtos para o cabelo e cuidados com os cabelos, com presença limitada na área de coloração. A aquisição da Wella não apenas equilibraria seu portfólio, mas também daria ao profissional de marketing uma entrada para muitos salões”, comenta Agnieszka Saintemarie, gerente da área de bens de consumo da Kline.
 
Carrie Mellage, Vice-Presidente da área de bens de consumo, acrescenta: “A Henkel, Kao e Unilever – cada uma com receita anual bem em torno de U$ 10 bilhões – devem poder absorver as marcas Coty sem muita dificuldade, ao contrário da situação em que a Coty se encontrava quando as marcas que adquiriu ofuscaram suas marcas existentes”.
 
No setor de beleza mais amplo, podemos ver o interesse de empresas estrangeiras como a Amorepacific (Coréia do Sul), Boticário e Natura (Brasil), que estão expandindo ativamente seus negócios no exterior, ou de multinacionais de longa data como a Colgate-Palmolive, que já estão mergulhando seu dedo do pé na arena da beleza profissional com a aquisição de marcas profissionais de cuidados com a pele em 2017. Certamente, as empresas financeiras e de capital privado também devem estar interessadas em considerar esse negócio.
 
Para mais informações, entre em contato.
 
Fonte: Kline&Co.
 
 
 
 
 
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