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Principais Forças de Crescimento do Mercado de Biopesticidas da América Latina

04.05.2020

 

O desenvolvimento de tecnologias biológicas para o controle de pragas nos mercados latino-americanos tem crescido a um ritmo impressionante nos últimos anos. À medida em que a demanda por alimentos mais saudáveis aumenta, o mesmo ocorre com a agricultura orgânica, e o governo apoia ativamente o uso de pesticidas biológicos, comprando de fornecedores e vendendo a agricultores a um preço mais baixo.

 

Em escala global, os Estados Unidos continuam sendo o principal participante no mercado global de biopesticidas, com 35% do total de vendas, seguido pela China, com pouco mais de 11%. Argentina, Brasil, Chile e México apresentam uma taxa de crescimento constante, com participação entre 2% e 3% do mercado global.

 

De forma geral, o mercado global de biopesticidas deverá crescer a um CAGR de pouco menos de 10% nos próximos cinco anos, atingindo quase 3 bilhões de dólares em 2024. No entanto, o surto de COVID-19 é uma nova fonte potencial de volatilidade e uma ameaça à estabilidade macroeconômica da América Latina e do Caribe, e ainda é muito cedo para julgar seu impacto total no crescimento nesses países.

 

O rápido crescimento do mercado de pesticidas biológicos é explicado por alguns fatores. Eles incluem o alto custo do desenvolvimento de uma nova defensiva química, maior foco na agricultura sustentável, aumento da resistência de pragas a pesticidas químicos, suprimento limitado de novas moléculas pelos produtores de agroquímicos e avanços tecnológicos significativos verificados na área de pesticidas biológicos, com o desenvolvimento de formulações mais eficientes e maior prazo de validade. Um dos principais fatores que estimulam a indústria de biopesticidas, no entanto, é a segurança alimentar.

 

No Brasil, à medida que a agricultura orgânica cresce em interesse, o mercado de pesticidas biológicos se desenvolve, principalmente em culturas como cana-de-açúcar, soja, milho e feijão. Atualmente, a capacidade total de produção das empresas dedicadas ao setor de controle biológico é suficiente para cobrir apenas 20% da área plantada no país e é insuficiente para atender a um possível aumento acentuado da demanda.

 

O Brasil é líder mundial na produção e exportação de muitos produtos agrícolas, e sua produção de café, cacau, cana de açúcar, soja e milho desempenha um papel importante na economia global. O agronegócio é responsável por cerca de 23% do PIB em 2019, com um crescimento de pouco mais de 3% em relação ao ano anterior.

 

O México, por outro lado, é o 11º país na produção e exportação de tomates, pimentões, frutas, abacate e milho. O agronegócio é responsável por cerca de 3% do PIB em 2019, mostrando um crescimento sólido desde 2012.

 

A participação do Chile nos setores agrícola, pecuário e florestal no total da economia é em média 3% do PIB. O setor agrícola é responsável por 28% do comércio total chileno.

 

México, Brasil e Chile são três países que desempenham um papel vital na produção e exportação de muitos produtos agrícolas, representando quase 3% das vendas globais, seguidos pela Argentina, com 2%.

 

Um dos fatores que explicam o excelente desempenho de vendas no Brasil é o lançamento de produtos inovadores, que podem ser aplicados nos quatro mercados. O mercado chileno de biopesticidas é dominado por pesticidas minerais, representando mais de 60% das vendas totais do país. Os outros 40% estão divididos entre microbiológicos, botânicos e bioquímicos.

 

O uso de biopesticidas é um negócio atraente no México e no Brasil e teve oportunidades nos últimos anos devido à demanda do mercado de exportação. A chegada de novas gerações de agricultores nos campos mexicanos trouxe novas ideias e soluções tecnológicas que geralmente são acompanhadas pelo Manejo Integrado de Pragas, que envolve o uso de biopesticidas. Atualmente, o uso de pesticidas químicos ainda domina nesses mercados, mas, em termos de valor, o mercado de controle biológico supera o de pesticidas químicos.

 

Quando se trata do cenário de fornecedores no México, Brasil, Chile e Argentina, várias empresas líderes dos EUA têm uma presença significativa nesses mercados. Por outro lado, o mercado doméstico não foi deixado para trás e, nos últimos anos, o governo forneceu financiamento para apoiar um número crescente de laboratórios baseados em biopesticidas. Os principais fornecedores de biopesticidas para o mercado mexicano em 2019 foram BASF, Valent e Bayer. No Brasil, Ballagro continua sendo o principal fornecedor de biopesticidas em 2019, seguido por Koppert e Bayer. Existem players comuns nos quatro mercados, incluindo BASF e Bayer.

 

A tendência é que as empresas de pesticidas químicos introduzam em seu portfólio os produtos de controle biológico. As pequenas empresas existentes podem ser vistas como uma oportunidade para entrar no mercado. Especialistas acreditam que em 20 anos o avanço do controle natural se tornará exponencial. O mercado de biopesticidas nos quatro países é um mercado promissor, crescendo rapidamente e introduzindo novos produtos a cada ano. Por exemplo, no Chile, o setor mineral é o maior, respondendo por cerca de 64% do mercado de biopesticidas; esse mercado cresce a 5% por ano e se espalha a taxas mais altas na América Latina. Enquanto isso, no México, o setor de produtos microbiológicos representa 2% do faturamento total mexicano de proteção de plantas e, apesar da parcela ainda pequena, esse setor está evoluindo rapidamente, tanto em quantidade quanto em nível tecnológico.

 

Os fatores por trás do aumento da demanda de biopesticidas são as restrições aos pesticidas químicos, a necessidade de produtos sem resíduos e a conscientização ambiental. No Chile, por exemplo, os benefícios estão relacionados à perspectiva de exportação dos produtos para o mercado externo. Frutas e vinhos são suscetíveis ao controle rigoroso dos traços químicos, e o uso de biopesticidas é a melhor oportunidade para exportá-los sem arriscar a proteção e garantia da bioprodução.

 

Pode-se concluir que as perspectivas de crescimento são enormes, tanto com os produtos existentes quanto com os que se espera que sejam lançados nos próximos anos. Sabendo disso, as grandes empresas de inseticidas químicos estão cada vez mais interessadas em abrir linhas de controle biológico, especialmente com ênfase em microorganismos.

 

A Factor-Kline prevê que o mercado de pesticidas biológicos no Chile, Brasil, México e Argentina se expandirá rapidamente nos próximos cinco anos.            

Estas projeções podem ser explicadas pelas grandes áreas de crescimento nestes países orientados para a exportação e pelas pressões impostas pelos Estados Unidos, China e Europa. O mercado americano demanda menor rastreabilidade química dos produtos, e isso se reflete em soluções como biopesticidas para atender aos requisitos dos fabricantes que desejam competir nesse mercado.

 

O relatório "Global Biopesticides: An Overview of Natural and Microbial Pesticides", com os mercados da América Latina, já está disponível! O estudo fornece uma análise detalhada do tamanho deste mercado, suas tendências e vendas segmentadas por aplicação, como campos, frutas, vegetais, culturas especializadas, segmentos não-agrícolas e tratamento de sementes.

 

Para mais informações, entre em contato com a Factor-Kline.

 

Fonte: Kline&Co.

 

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