A Quatro Maiores Tendências do Mercado de HDMOs

Com a eletrificação das frotas comerciais sendo impulsionadas pelo mercado, pelas iniciativas sustentáveis e pelo suporte regulatório – e a mesma coisa ocorrendo para outras forças transformadoras como a telemática e a digitalização – a indústria de óleos de motor para veículos pesados (HDMOs, do inglês Heavy Duty Motor Oils) está em transição. Apesar desses e outros avanços terem potencial de reduzir substancialmente o consumo de HDMO, espera-se que surja um novo centro de oportunidades.

David Tsui, Gerente de Projetos da Prática de Energia da Kline, diz: “Existem oportunidades para trabalhar com fabricantes de veículos e de motores para desenvolver conjuntamente soluções mais verdes, à medida que os motores a combustão interna deverão manter o mundo em movimento até que a eletrificação total esteja pronta”.

Abaixo, listamos algumas das tendências que a Kline vem observando, agora e no futuro:


1. Penetração Acelerada de Graus de Viscosidade Menores


Espera-se que as tecnologias disruptivas acelerem a penetração de HDMOs de menor viscosidade em todas as regiões, em ritmos variados. O desenvolvimento de veículos elétricos híbridos (HEVs, do inglês Hybrid Electric Vehicles) e veículos elétricos híbridos plug-in (PHEVs, do inglês Plug-in Hybrid Electric Vehicles) deverá aumentar a demanda por esses HDMOs pois esses óleos de motor melhoram a economia de combustível. As viscosidades 0W e 5W são tipicamente selecionadas como factory-fill (óleo instalado de fábrica) e service-fill (óleo trocado) pelas fabricantes de HEVs/PHEVs, e isso deverá gerar demanda em torno de sintéticos, assim como em torno de pacotes de aditivos mais robustos, a fim de aguentarem os intervalos de troca maiores.


2. Big Data e Autonomia Impactarão Significativamente O Mercado de Pesados


Espera-se que os novos equipamentos agrícolas (utilizados fora da estrada) tornem-se cada vez mais autônomos. Em 2021, a John Deere comprou a Bear Flag Robotics, que desenvolve tecnologia de condução autônoma para tratores. Em 2020, a Kubota, uma fabricante japonesa de maquinaria, fechou uma parceria com a fabricante norte-americana de chips Nvidia, a fim de desenvolver tratores agrícolas autônomos. Esses tratores serão equipados com unidades de processamento Nvidia, inteligência artificial e câmeras, garantindo uma interpretação imediata e permitindo que as máquinas respondam aos dados coletados, incluindo a análise de dados sobre o clima e sobre as condições da plantação. Além dessas empresas já mencionadas, outras empresas como a Case IH, a Monarch Tractor, a Autonmous Tractor Corporation, a Fendt e a Precision Makers têm aparecido no radar de tratores autônomos da Kline.

Caminhões autônomos de Classe 8 estão sendo testados nos Estados Unidos. No final de dezembro, a TuSimple completou a primeira corrida com um semi-caminhão completamente autônomo em ruas abertas e públicas, sem a presença de humano no veículo e sem intervenções humana. O caminhão viajou em ruas e rodovias durante a noite, com o Autonomous Driving System (ADS) da empresa, passando por semáforos, rampas de acesso e saída, veículos da faixa de emergência, e mudando de faixa em tráfego aberto, enquanto interagia naturalmente com outros motoristas.

O caminho para a “autonomia” mudará a forma como é feita a manutenção desses tratores e caminhões. Tecnicamente, veículos com inteligência artificial serão capazes de informar, em tempo real, à fabricante que eles necessitam de uma troca de óleo e poderão até se dirigir para o local de realização do serviço. Com o crescimento da telemática, as fabricantes estão procurando trazer mais caminhões para seus próprios centros de serviço autorizados, uma vez que esses revendedores serão notificados sobre as peças necessárias para a realização da manutenção do veículo, oferecendo um retorno mais rápido para o cliente, o que garante que ele tenha pleno aproveitamento de seu investimento.


3. Veículos a Diesel e a Combustíveis Alternativos Estarão em Alta


O segmento de veículos comerciais pesados continuará sendo dominado por motores movidos a diesel. Ainda, espera-se um aumento no número de veículos movidos a combustíveis alternativos, como é o caso de veículos elétricos movidos à bateria (BEVs, do inglês Battery Electric Vehicles) e veículos movidos à gás natural comprimido (GNC) e gás natural liquefeito (GNL). “Esses veículos”, diz Tsui, “necessitarão o uso de óleos de motor com baixo conteúdo de cinzas e uma combinação muito mais forte de antioxidantes, a fim de garantir proteção contra as altas temperaturas a que estão sujeitos os motores modernos movidos a gás natural”

Algumas fabricantes, como a Cummins, trabalharam em novas especificações de óleos de motor seguindo esses propósitos. A mais recentemente apresentada, da Cummins, CES 20092, requer sistemas de aditivos de última geração, notadamente antioxidantes que melhoram as condições de operação em altas temperaturas, algo comum nos óleos mais modernos para motores a gás natural. Entretanto, espera-se que os BEVs necessitem apenas de óleo de engrenagem ou fluído de transmissão automática, juntamente com resfriadores e fluídos de freio.


4. Crescimento de Veículos Elétricos


Espera-se que o crescimento dos veículos elétricos no segmento de pesados ocorra principalmente em segmentos que estão diretamente sob controle governamental, assim como em segmentos que são altamente regulamentados. As frotas de veículos do governo, como ônibus de transporte público, já estão mudando em cidades teste selecionadas. Essa transição ganhará momento rapidamente ao passo que redes de carregamento expandem e a tecnologia de baterias melhora. Espera-se também que haja penetração de veículos elétricos nas frotas utilizadas em estradas, à medida que os governos estabelecem cada vez mais mandatos para veículos com emissão zero. A penetração de EVs na frota de veículos utilizados fora das estradas tende a atrasar em vários anos devido à longa vida útil desses modelos.

“Até que os BEVs possam dominar”, diz Tsui, “os HDMOs continuaram sendo necessários para dar suporte a uma frota mais moderna e eficiente em combustível, e deverão ser otimizados para combustíveis alternativos e para tecnologias de economia de combustível e redução de emissões instaladas nesses novos caminhões”. Tsui acredita que isso impulsionará a diversificação das especificações dos HDMOs e trará mais consumidores de volta para os centros de serviço autorizados das fabricantes.

 

Para mais informações, veja o The HDMO Market in 2040: A Long-Term Outlook, que resume os resultados das análises da Kline sobre os efeitos de longo termo da eletrificação do segmento de veículos comerciais na demanda global de óleo de motor para veículos pesados (HDMO), detalhando o mercado de sete países chave. O relatório já está disponível – caso queira mais detalhes, fale conosco por meio dos contatos listados abaixo.


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