Demanda Alta de Chips e Semicondutores, Falta de Suprimentos

Se houvesse um prêmio para as maiores tendências de 2021, os semicondutores seriam um dos concorrentes mais promissores – e com muita razão, considerando suas diversas aplicações, como em automóveis, comunicação wireless, computadores pessoais, servidores, equipamentos eletromédicos e outras tecnologias digitais.

À medida que o quociente de “inteligência” em aplicativos de uso final continua a subir, a demanda por chips segue apresentando um crescimento robusto. A pandemia do COVID-19 reforçou ainda mais esse movimento, pois as operações remotas dos setores de manufatura e serviços exigiram ainda mais conectividade e hardware digital – a ponto de os fabricantes começarem a estocar chips para circuitos integrados (ICs, do inglês integrated circuits). Em contraste, o modelo just-in-time (JIT) da cadeia de suprimentos do setor automotivo congelou a aquisição de chips durante as fases iniciais de bloqueio da pandemia.

Ao passo que o setor automotivo começou a se recuperar na segunda metade de 2020, a indústria foi forçada a competir com outras crescentes aplicações finais dos semicondutores, cuja cadeia de suprimentos foi impactada durante a paralisação de fábricas decorrente da pandemia em países como a Malásia. Mesmo depois da produção de chips ter sido retomada no quarto trimestre de 2020, os suprimentos não eram suficientes para suprir a demanda crescente – apesar da maximização das taxas de utilização dos ativos de fabricação globais. Infelizmente, os especialistas da indústria não esperam que essa situação seja resolvida rapidamente.


Eletrificação Automotiva

Ao longo das últimas duas décadas, as produtoras de equipamentos originais (OEMs, do inglês Original Equipment Manufacturers) vêm trabalhando incansavelmente na busca de transformar seus automóveis de máquinas originalmente mecânicas, em dispositivos eletrônicos. A integração de eletrônicos no hardware do veículo, como o trem de força, controles, entretenimento informativo, mobilidade autônoma, conectada, elétrica e compartilhada, e sistemas de segurança – para expandir a funcionalidade dos veículos e otimizar a performance e a segurança, ao mesmo tempo que cumpre as normas de emissão – necessita um maior uso de chips semicondutores. Essa tendência vem aparecendo nos últimos cinco anos, impulsionada pelo uso crescente de chips semicondutores no setor de eletrônicos automotivos.


FONTE: IC Insights

Ainda, veículos elétricos movidos a bateria e híbridos, que também têm se popularizado no mercado, incorporam um maior número de circuitos integrados e sensores, os quais possuem maior conteúdo de semicondutores – o que gera ainda mais a demanda de chips semicondutores, pressionando novamente a cadeia de suprimentos. Abaixo, é possível observar o conteúdo de semicondutores em cada tipo de veículo:


FONTE: Infineon

Entretanto, mesmo com a recuperação da produção automotiva após a pandemia, a cadeia produtiva foi impactada severamente pela escassez de chips, com diversas fabricantes globais e regionais – como a Toyota, Honda, Ford, GM, Tata e Nio – anunciando cortes na produção ou o desligamento total de sítios de montagem. A LMC Automotive previu um declínio de 8% nas vendas de veículos leves em 2021 devido a isso. Além disso, frente ao longo caminho de recuperação esperado, as vendas de veículos leves para 2022 e 2023 foram revisadas: os valores de venda previstos para 2022 e 2023 são 8% e 3% menores, respectivamente, do que os previstos anteriormente. A previsão da AlixPartners, uma firma de consultoria, era de que a escassez de chips semicondutores levaria a uma perda de 210 bilhões de dólares para a indústria automotiva em 2021.



 

Para mais informações sobre o impacto da eletrificação no mercado de chips e semicondutores no contexto pós-pandêmico, entre em contato conosco via:


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