Energia Renovável: Hidrogênio Verde Para A Europa, Gás Natural Para O Resto do Mundo

O crescimento estável do consumo de gás natural e, consequentemente, de sua produção, podem ser atribuídos a diversos fatores. Em adição às condições da economia global, os preços de óleos brutos, facilidade de instalação de fontes de energia renovável, disponibilidade de gás natural nas regiões de alta demanda, monetização do gás natural, e logística do comércio global são pontos chave na modelagem do consumo de gás natural. Entretanto, o principal impulsionador do mercado de gás natural é a consciência ambiental.


Iniciativas estratégicas tomadas por governos em todo o mundo para reduzir a poluição e a emissão de gases do efeito estufa (GEE) posicionaram o gás natural como uma das fontes principais para produção de energia. A adoção do gás natural liquefeito (GNL) como uma fonte viável de gás natural incentivou a monetização das reservas de gás natural através do mundo numa tentativa de entregar gás natural em regiões de alta demanda. Essa tendência também resultou no desenvolvimento de um mercado de comércio de gás natural mais maduro, o que melhorou a precificação, decresceu os custos logísticos, e criou melhores oportunidades de crescimento tanto para os fornecedores, como para os consumidores.


Na Europa, o consumo de gás natural abaixou em 0,4% ao ano, de 2009 a 2019. Devido à política do hidrogênio verde, emitida como parte dos planos de recuperação da pandemia do COVID-19 da União Europeia, o hidrogênio verde deverá ser o foco nos próximos anos. Por outro lado, em regiões em desenvolvimento como o Oriente Médio, África, América Central e América do Sul, o consumo de gás natural apresentou crescimento estável. A América do Norte representou o maior consumo de gás natural do mundo, atingindo uma participação de quase 27%, seguido pela Ásia Pacífica, com participação de 22% em 2019. Juntas, a Ásia Pacífica, a China e o Japão representam cerca de 46% do consumo regional de gás natural. Outros consumidores significantes incluem: Índia Tailândia, Coreia do Sul e Austrália. A Ásia Pacífica consiste em economias de rápido crescimento como a Índia e a China e, portanto, a necessidade de energia por essas nações é imensa.


No Brasil, o mercado de gás natural está passando por uma transformação estrutural, e deve crescer cada vez mais. Especialmente devido à Nova Lei do Gás (abril/ junho de 2021), que estabeleceu regulações referentes ao transporte e ao manuseio do gás natural, alinhada com o Plano de Desinvestimento da Petrobrás (Plano Estratégico 2022-2026), haverá mais competição, mais participantes ativos, e maiores investimentos, com novas empresas passando a operar e outras diversificando suas atividades. A partir disso, estima-se que a produção nacional bruta de gás nacional atinja cerca de 276 milhões de m³/dia em 2030, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em contraste com os 126 milhões de m³/dia registrados em janeiro de 2020.


Outro ponto importante a se observar é a crescente diversificação do fornecimento de gás natural, com o aumento da importação de gás natural liquefeito (GNL), e com os oleodutos do pré-sal permitindo maior entrada de gás natural no litoral brasileiro, o que deve aquecer ainda mais o mercado, fazendo-o crescer e tornando-o mais eficiente. Deve-se mencionar também que, diferentemente de outros países, os investimentos no mercado brasileiro diminuíram inicialmente com a pandemia, porém se recuperaram rapidamente. Além disso, a economia também vem se recuperando e atingindo níveis pré-pandêmicos, significando maior renda per-capita. Isso, por sua vez, favorece o aumento da demanda por gás natural, que dará suporte para o desenvolvimento que vem se observando nesse mercado.


O gás natural é cada vez mais aceito como uma fonte chave de energia de países em desenvolvimento, apesar do carvão ainda ser a principal fonte de produção energética. Espera-se que a geração de energia incentive o mercado de óleos lubrificantes para motores movidos a gás natural (NGEO, natural gas engine oils), devido à crescente regulação e preocupação ambiental que induzem geradores de energia a optarem por fontes ecologicamente corretas, como o gás natural e outras renováveis. Assim, o mercado de óleos lubrificantes para motores movidos a gás natural possui um espaço amplo para crescer e se desenvolver. O mercado oferece oportunidades a todas as partes ao longo da cadeia de valores, desde fabricantes de equipamentos originais, fornecedores de aditivos e produtores de lubrificantes, até provedores de serviço terceirizado. Um aumento na adoção de motores a gás natural para a produção de eletricidade por estabelecimentos comerciais, bem como outros usuários cativos, seja como backup ou como fonte principal de energia, oferece oportunidades para fornecedores de equipamentos originais, produtores de aditivos e fornecedores de óleos lubrificantes para motores a gás natural para aumentar sua penetração no mercado.


O novo relatório sindicado da Kline Natural Gas Engine Oils: Global Market Analysis and Opportunities ajudará os participantes do mercado a desenvolver estratégias de negócios ao compreender as tendências econômicas, tecnológicas e regulatórias que moldam e impulsionam o mercado global de gás natural e seu impacto sobre as ONGs. Os assinantes podem desenvolver estratégias de entrada e expansão no mercado avaliando os cenários de demanda atuais e futuros e os principais fornecedores NGEO em termos de suas ofertas. Ao inscrever-se no estudo em seus estágios iniciais, você também pode ter suas próprias perguntas respondidas dentro do estudo. Ainda, o relatório da Kline conta com um capítulo voltado especificamente para o Brasil.


Para mais informações sobre o mercado de óleos lubrificantes para motores a gás no Brasil, você pode também entrar em contato com a Factor Kline através dos contatos listados abaixo.




(11) 3624-8719 / 3624-8718


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