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Herbicidas Aquáticos: Um Mercado Emergente


Tradução do artigo de Aneesa Moolla, Gerente de Projetos do setor de Agroquímicos da Kline.


As vendas de herbicidas aquáticos cresceram aproximadamente 9,0% anualmente ao longo da última década, de acordo com os dados mais recentes da Kline.


“O controle de ervas é integral em diversos sítios industriais e públicos, incluindo áreas ao redor de estradas, trilhos, utilidades elétricas e dutos”, diz Aneesa Moolla, Gerente de Projetos do setor de Agroquímicos da Kline. “Uma das áreas especializadas com foco para essa indústria: ervas aquáticas. No contexto industrial, ervas aquáticas são comumente encontradas crescendo em áreas de recursos hídricos como fornecimento de água, geração de energia e áreas recreacionais. A remoção dessas ervas é crítica para a prevenção da destruição de sistemas aquáticos e, em alguns casos, para prevenir a dispersão de algas toxicas aos animais e às pessoas”.


Recentemente, fatores como o preço de herbicidas e o contínuo esforço em combater espécies aquáticas invasivas têm afetado o crescimento das vendas de herbicidas aquáticos. A erva mais visada em 2022 foi a Hydrilla (Hydrilla verticillata): considerada como uma espécie invasiva, ela foi introduzida na Flórida no início dos anos 50, e está agora disseminada por todo sudeste norte-americano e pelo litoral do Médio Atlântico, entrando no Oeste. Essa erva submersa perene é competitiva pois pode crescer em águas profundas ou rasas, prosperando mesmo com baixa disponibilidade de luz solar e baixos níveis de nutrientes. A Kline estima que cerca de 25% de todas as vendas de herbicidas aquáticos são destinadas ao tratamento dessa espécie de erva. No passado, o ingrediente ativo Fluridone era o mais utilizado, devido ao seu custo-benefício por ser um herbicida de espectro amplo, servindo para o controle de uma diversidade de ervas daninhas – mas seu uso em larga escala contribuiu para a formação de Hydrillas resistentes ao composto. Por conta disso, quantidades ínfimas de Fluridone são utilizadas atualmente: alternativamente, ingredientes ativos como o Endothall, o Diquat e o Glifosato são os mais popularmente utilizados.


Também inclusos em herbicidas aquáticos estão os controles de ervas daninhas ribeirinhas. Essas ervas emergentes são encontradas em pântanos, estuários, e no litoral de lagos e rios, podendo ser classificadas por organizações de gerenciamento aquático como ribeirinhas, aquáticas ou de altura. Alguns exemplos incluem o Cedro Salgado (ex. Tamarix ramosissima), a Salgueirinha-roxa (ex. Lythrum salicaria), o Caniço-de-água (ex. Phragmites australis), a Árvore-do-paraíso (ex. Elaeagnus angustifolia) a Melaleuca (ex. Melaleuc alternifolia) e a Spartina (ex. Spartina ciliata). Para o tratamento dessas plantas, o Glifosato se mantém como o principal ingrediente ativo, representando 80% das vendas de herbicidas para ervas daninhas ribeirinhas.


E o Brasil não é uma exceção: o Glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no país atualmente, especialmente devido ao seu extenso cultivo de soja, sendo o segundo maior exportador da oleaginosa do mundo depois dos Estados Unidos. Isso se dá principalmente pois sojas transgênicas representam mais de 90% das plantações desse grão no país. Conhecidas como sojas Roundup Ready (RR, da Embrapa), esses organismos são modificados geneticamente para serem resistentes ao Glifosato, de forma que as ervas daninhas ao redor das plantações de soja perecem ao serem tratadas com o herbicida, mas a plantação da oleaginosa em si não é afetada. Dessa forma, o Brasil é inevitavelmente levado pelo movimento do mercado de herbicidas aquáticos aqui discutido.


Além dos herbicidas destinados ao tratamento de ervas daninhas ribeirinhas, diversos programas de controle aquático incluem o controle de algas para lagos e lagoas. As cianobactérias, por exemplo, podem causar distorções no sabor no odor da água potável, além de afetar o sabor de peixes como o Bagre. O crescimento desses organismos é imperceptível e pode interferir no uso recreacional, além de apresentar potencial perigo à saúde. O sulfato de cobre é o produto mais utilizado para o controle de algas e pode ser aplicado em uma variedade de formas. A taxa de aplicação do sulfato de cobre é altamente dependente do pH e da profundidade da água. A taxa utilizada para o controle de algas é próxima da taxa em que esse composto se torna tóxico aos peixes, então deve-se tomar muito cuidado em sua aplicação, aplicando-se a taxa correta para o volume de água que está sendo tratado.


Para mais informações sobre o controle de ervas daninhas nos Estados Unidos, fique de olho no estudo Industrial Vegetation Management Market for Pesticides: U.S. Market Analysis and Opportunities, que deve ser publicado em agosto deste ano. O estudo constitui uma análise compreensiva que examina o mercado de gerenciamento da vegetação industrial nos Estados Unidos, fornecendo detalhes sobre segmentos importantes do mercado e focando nas principais tendências, desenvolvimentos, mudanças, desafios e oportunidades de negócios.


Para mais informações sobre o mercado de herbicidas no Brasil, entre em contato com a Factor-Kline a partir dos contatos listados abaixo.

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