Para fazer sua revolução verde, Biden terá de mudar hábito dos americanos


Até o fim da década, se depender de Joe Biden, uma em cada cinco crianças nos EUA irá para a escola em ônibus elétricos. Serviços federais, como os correios, só usarão carros movidos a eletricidade. Prédios antigos terão maior eficiência energética. Dos pátios das fábricas sairão painéis solares e sistemas de captura de carbono. No mundo sonhado pelo democrata, o governo investirá em inovação e pesquisa, abandonando os combustíveis fósseis. Metade da energia virá de fontes renováveis.



O desenho do que será o novo país mescla propostas do próprio presidente e um cronograma rígido para atingir a meta anunciada por Biden na cúpula do clima. Ele prometeu cortar entre 50% e 52% as emissões de carbono dos EUA até 2030, na comparação com os níveis de 2005. Isso exigirá mudanças no consumo de energia, promoverá alterações no mercado de trabalho e na maneira como os americanos se deslocam.

Biden promete acelerar a transição usando dinheiro público para intervir no mercado de eletricidade, com crédito tributário e determinação de padrões mínimos de consumo de fontes renováveis. A ideia é usar o poder de compra do governo federal, que gasta mais de US$ 500 bilhões em bens e serviços todos os anos, para impulsionar a agenda verde. A frota de carros oficiais será substituída por veículos elétricos e todos os prédios federais consumirão energia limpa.


Na última década, o país registrou queda nas emissões de carbono após substituir usinas movidas a carvão por gás natural. Para alcançar a neutralidade até 2050, no entanto, os EUA terão de acabar com o uso de combustíveis fósseis e adaptar o consumo do gás natural, que deve ser cortado pela metade nos próximos dez anos, segundo modelo da organização Energy Innovation.


A Universidade de Maryland projeta que até 2025 todas as novas usinas de gás natural estejam equipadas com mecanismos de captura e armazenamento de dióxido de carbono. O mesmo estudo estima que as fontes renováveis de energia, que hoje representam um quinto da eletricidade total gerada nos EUA, precisam corresponder à metade do total. Isso significa que os americanos terão de quadruplicar a geração de energia renovável.


Biden tem o próprio plano trilionário para cumprir a meta anunciada, mas depende do Congresso. O projeto de criação de empregos que o presidente americano quer aprovar é apoiado na agenda ambiental e na renovação da infraestrutura do país. No programa, Biden promete, por exemplo, reformar mais de 2 milhões de prédios residenciais e comerciais, escolas, creches e edifícios federais para aumentar a eficiência energética das construções.


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