Proibição de Veículos a Combustão Interna: Não É o Fim dos Óleos de Motor!

O Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia (CARB, California Air Resources Board) - e as áreas que seguem os passos do Estado - provavelmente irão proibir novos veículos com motores de combustão interna (ICE, Internal Combustion Engine) quase completamente até 2035, mas as fabricantes de equipamentos originais (OEMs, Original Equipment Manufacturers) ainda possuem planos para atualizar as especificações de seus óleos de motor. A razão?

“A partir de agora até o banimento efetivo dos veículos ICE, ainda haverá necessidade de uma maior eficiência dos motores a combustão interna e de uma proteção mais duradoura”, diz David Tsui, Gerente de Projetos do setor de Energia da Kline.

O Instituto Americano de Petróleo (API, American Petroleum Institute), por exemplo, anunciou a inclusão planejada dos óleos de baixíssimo grau de viscosidade 0W-8 e 0W-12, em suas categorias de serviço GF-6B e API SP. Enquanto isso, as OEMs solicitaram da API a inclusão do teste de pré-ignição de baixa velocidade com óleos usados (LSPI, Low Speed Pre-Ignition) para a categoria API SP atual (apelidada de Teste de Sequência IX), que começou a ser desenvolvida no início de 2022. Isso assegurará que os óleos de motor possam proteger motores com intervalos de troca de óleo mais longos, especialmente motores de injeção direta à gasolina (GDI, Gasoline Direct Injection), que oferecem maior eficiência de combustível, ao mesmo tempo que entregam a potência desejada pelos consumidores.

A General Motors (GM) também anunciou recentemente sua especificação GM dexos1 para a Gen 3, que foi oficializada no dia 1 de Setembro de 2022. Essa nova especificação inclui limites mais rígidos para oxidação, carbonização do turbocompressor e manuseio aprimorado de iodo e de corrosão; a especificação também define limites ainda menores de ASH (do inglês, Ash Sulphur Level, teor de cinzas e enxofre), o que reduz a utilização de detergentes tradicionais por parte do formulador de aditivos. Esses limites mais rígidos levarão os formuladores a recorrer mais a antioxidantes e dispersantes. O objetivo da GM é estender os intervalos de troca, o que ajudará a reduzir o desperdício e a melhorar a economia de combustível para diminuir as emissões. Ainda, a especificação dexos2 da GM para óleos de motor para veículos pesados será atualizada para GM dexosD, e incluirá graus do tipo 0W-20, o que auxiliará na economia de combustível em caminhões leves e vans.


E O Que Essas Mudanças Significam?


“Ainda há muito trabalho para os formuladores de óleos de motor atualizarem seus lubrificantes, e isso implica num maior papel da tecnologia de aditivos e óleos básicos, a fim de atenderem às novas especificações”, diz Tsui. “Atender a essas novas especificações será muito mais difícil do que antes, uma vez que os formuladores estarão limitados pela quantidade de detergentes que podem utilizar para aumentar o Número de Base Total (TBN, Total Base Number). Esse número é tradicionalmente alto para fluídos de longa-vida, ao passo que, quanto maior o TBN, mais subprodutos ácidos são neutralizados. Isso significa que os formuladores deverão aumentar o uso de outros componentes como antioxidantes e dispersantes. Entretanto, a formulação do óleo de motor não se resume à adição, visto que é necessário um balanço entre os aditivos, que competem por área superficial no motor”.

Os dispersantes, por exemplo, que ajudam a combater a formação de iodo e tendem a ser mais espessos, também serão limitados, uma vez que graus de viscosidade mais baixos como o 0W-8/12 e outros limites relacionados à economia de combustível exigirão tecnologia de aditivos menos viscosos, embora isso possa ser mitigado com óleos basicos de maior qualidade como os de Grupo III+ e as polialfaolefinas (PAOs) do Grupo IV. À medida que o mercado transita em direção a óleos de motor de viscosidade mais leve como SAE 0W-20/16/12/8, o papel de óleos básicos do Grupo III+ e dos PAOs são de maior destaque - pode não ser viável misturar esses graus apenas com óleos do Grupo III. Dado isso, os formuladores precisam examinar cautelosamente as opções de óleo básico disponíveis e alterar sua abordagem de acordo com o necessário, uma vez que a qualidade do óleo básico também pode ajudar a melhorar a performance do óleo de motor.

Essas novas mudanças nas especificações e como elas influenciam as informações sobre a mistura de aditivos serão abordadas na próxima edição do estudo Global Lubricant Additives: Market Analysis and Opportunities, da Kline, que deve ser publicado no quarto trimestre de 2022. O estudo também analisará o mundo emergente dos lubrificantes de veículos elétricos (EVs, Electric Vehicles), junto com perfis de fornecedores que fornecem uma visão mais ampla de capacidades e localizações, dada a recente disrupção da cadeia de suprimentos.

Para mais informações sobre o mercado de aditivos de lubrificantes e sobre o estudo mencionado acima, entre em contato com a Factor Kline:



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