Uso de Drones no Controle de Mosquitos Deve Aumentar

De acordo com pesquisa realizada pela Kline, drones serão cada vez mais utilizados, com intuito de aumentar o controle sobre populações de mosquitos. Drones são, basicamente, veículos aéreos não tripulados, uma tecnologia que, frente ao controle de mosquitos, permite aplicação direcionada em alvos, além de reduzir a exposição dos aplicadores aos produtos químicos utilizados. Atualmente, os drones são utilizados principalmente em missões de reconhecimento e para registro fotográfico de áreas sujeitas a inundações; eles também são utilizados em tratamentos com larvicidas.


A Kline prevê um crescimento estável de até 2,4% nos próximos cinco anos - de fato, 50% dos entrevistados afirmaram que planejavam utilizar drones num futuro próximo. Ainda, do total, 25% planejavam aumentar o uso de larvicidas para controlar mosquitos e os outros 25% disseram que utilizariam mais armadilhas e mais monitoradores. Pouco mais de 15% dos entrevistados esperavam aumentar suas áreas de cobertura para promover maior controle efetivo dos mosquitos.


Enquanto há uma série de doenças transmitidas por mosquitos que justificam o controle de suas populações, as duas mais presentes nos Estados Unidos são as transmitidas pelo vírus do Nilo Ocidental e pelo Zika vírus. O número de casos para ambas diminuiu drasticamente em 2020, especialmente por conta da redução da atividade humana devido à quarentena imposta pela pandemia do COVID-19, porém a maioria dos programas de abate aos vetores das viroses seguiram ativas. De modo geral, o mercado total de inseticidas aumentou em 3% nos últimos dois anos, chegando ao valor de 90 milhões de dólares.


As doenças mais comuns e presentes no cenário brasileiro, e que são transmitidas por mosquitos, são a Dengue, a Malária, a Febre Amarela, a Chikungunya, e o Zika Vírus. Recentemente, o caso mais preocupante foi o da Dengue, que registrou um aumento significativo de casos durante a pandemia, isso seguindo um surto em 2019 e uma diminuição de casos em 2020. Neste ano, só no Estado de São Paulo, o aumento no número de casos foi de 253%. Dado esse cenário – que não exclui casos de contaminação urbana pelos outros vírus citados – e o fato do Brasil ser um país tropical e biodiversificado, o que o sujeita a uma série de doenças transmitidas via mosquitos, não seria surpreendente se a utilização de drones também aumentasse no país: cada ano que passa, o controle sobre as populações de mosquitos tende a tornar-se mais rigoroso e eficiente, a fim de evitar a recorrência de surtos.


Recentemente, a gigante Vale assinou com a prefeitura de Belo Horizonte (MG) um termo de compromisso para a contratação de uma empresa especializada no uso de drones para atuação em áreas de difícil acesso. A ação recebeu um investimento da mineradora de 7,8 milhões de reais, com duração de 2 anos. Em meio a isso, a Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), já vinha realizando testes com drones no Brasil, utilizando a técnica conhecida como SIT – do inglês Sterile Insect Technique, “técnica do mosquito estéril” – que se baseia na liberação de machos estéreis para acasalarem com as fêmeas, o que leva à diminuição da população de mosquitos ao longo do tempo, uma vez que não são gerados descendentes.



O controle continuo é importante para manter as populações de mosquitos baixas e prevenir seu espalhamento para maiores áreas, mesmo em épocas de pouca transmissão de doenças. A desvantagem disso, entretanto, é que muitas espécies de mosquitos desenvolveram uma certa resistência a compostos químicos utilizados em excesso nos últimos anos. Nesse caso, a solução foi a utilização de produtos alternativos, contendo ingredientes de base biológica que garantem segurança ambiental e baixas chances de desenvolvimento de resistência.


Tratamentos de base biológica têm sido usados ​​predominantemente para larvicidas e tratamentos de crescimento de insetos, dos quais os mais populares são derivados de bactérias. Apesar disso, estimou-se que existiam mais que 80 métodos biológicos diferentes no controle de mosquitos, em 2020, nos Estados Unidos.


Para mais informações, procure pelo relatório Mosquito Control U.S. Market Analysis and Opportunities. Para mais projeções sobre o mercado de produtos utilizados no controle de mosquitos no Brasil, entre em contato com a Factor Kline através dos números 11-3624-8719 / 3624-8718, ou nos contate via e-mail em contato@factorkline.com.br.


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