Cannabis: Boas Notícias Para O Mercado de Biopesticidas

Muitos analistas preveem que o mercado global para biopesticidas duplicará nos próximos cinco anos – mas grande parte desse crescimento não virá de mercados tradicionais.


“A Cannabis medicinal” diz Dennis Fugate, gerente da Prática de Agricultura e Pesticidas Especiais da Kline, “é um dos mercados mais incomuns que alimentam a crescente demanda por pesticidas”. Como os compostos utilizados em biopesticidas possuem modos de ação específicos, eles não afetam organismos não-visados, tornando esses produtos muito atraentes para os cultivadores de Cannabis medicinal. Além disso, como biopesticidas não produzem resíduos perigosos, eles se tornam igualmente atrativos para aqueles que utilizam Cannabis medicinal.


O tamanho do mercado da Cannabis medicinal não é brincadeira: espera-se que ele alcance cerca de 70,6 bilhões de dólares até 2028. Ademais, um número cada vez maior de Estados está aprovando o uso recreativo da Cannabis – no total, o mercado global legal deve chegar a 111,31 bilhões de dólares até 2028. E as boas notícias não acabam para a indústria de biopesticidas: a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos aprovou dez pesticidas para uso no cultivo de cânhamo, uma outra variedade da Cannabis sativa, mesma espécie da “maconha”. Desses dez, nove são biopesticidas.


No Brasil, apesar de burocrática, a autorização de importação de produtos medicinais à base de Cannabis tem expandido, visto que as importações alcançaram um crescimento de quase 1800% em cinco anos (até 2020), segundo a Anvisa. No Senado, já tramitam quatro projetos de lei referentes à regulamentação do plantio e cultivo da Cannabis para fins medicinais – e a população não está alheia a isso: segundo pesquisa realizada pelo governo, cerca de 78% dos brasileiros, ou seja, uma grande maioria da população, apoia o uso medicinal da Cannabis.


Ainda que haja um grande caminho a ser percorrido para a facilitação legal do acesso, plantio e cultivo da Cannabis medicinal, as previsões para o mercado de biodefensores no Brasil não deixam de ser boas, uma vez que o setor deve registrar uma taxa de crescimento anual composta de 10,3% até 2023.


Biopesticidas vs Pesticidas Tradicionais


Os biopesticidas formam um grupo único de pesticidas que derivam de uma larga gama de materiais naturais e não-tóxicos como plantas, animais, alguns minerais e bactérias. Eles funcionam, por exemplo, dificultando os ciclos reprodutivos das pestes. Biopesticidas também incorporam micro-organismos benéficos que competem com agentes patogênicos para prevenirem a disseminação de doenças.


Pesticidas tradicionais, por outro lado, são, geralmente, materiais sintéticos que não só são tóxicos para as pestes, como também afetam negativamente organismos não alvejados: “Muitas das pessoas que utilizam Cannabis medicinal possuem sistemas imunes comprometidos”, diz Fugate, “É uma população particularmente vulnerável a resíduos tóxicos, os quais pesticidas tradicionais podem deixar nas plantas”.


Para mais reflexões e informações em outros segmentos de cultivo e novas tecnologias para o mercado em expansão de biopesticidas, fique atento no próximo relatório da Kline, Global Pesticides: A Overview of Natural Pesticides. Já para mais informações deste mercado no Brasil, fale conosco por meio dos contatos listados abaixo.


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